Inspeção Predial: o que é, quem faz e roteiro NBR 16747!

Compreenda a importância da inspeção predial e seus detalhes técnicos.

A inspeção predial deve ser feita periodicamente a fim de avaliar as estruturas de um edifício.

Sua importância está relacionada não só ao prédio em si, mas também à segurança de todos os seus moradores e funcionários.

Veja, hoje, detalhes sobre como fazer a inspeção predial do seu condomínio, conheça o laudo de inspeção, as normas técnicas que orientam a execução do laudo – NBR 16747 – e, ainda, um roteiro para inspeção.

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Inspeção predial: o que é?

A inspeção predial é uma avaliação rigorosa de uma edificação, das suas características, do seu desempenho, das funcionalidades a ela agregadas, de sua vida útil e, ainda, das formas que ela é utilizada e operacionalizada.

Publicada em 2020, a NBR 16747 é o principal documento que trata dessa atividade, lançando quais são as regras para a análise e, então, para atestar a segurança e o estado de conservação de um edifício.

Fazer uma análise técnica, apurada e responsável de uma edificação pode reduzir substancialmente os custos com a manutenção, pois é possível, através dela, identificar os pontos nevrálgicos das estruturas.

 

Qual a diferença de vistoria e inspeção?

As principais diferenças entre a inspeção e a vistoria predial são as seguintes:

  • Inspeção predial: É necessário que, além de fazer a enumeração dos problemas estruturais, dos problemas relacionados à operação ou em relação ao uso dos equipamentos de um prédio, também se façam os apontamentos referentes ao risco que cada problema, em particular, envolve e propor uma solução para ele.
  • Vistoria predial: A vistoria, em si, busca observar, enumerar e, por fim, levar ao conhecimento amplo quais são os problemas que podem ser constatados em um prédio, em suas áreas comuns e em seus equipamentos. Podemos compreender, portanto, a vistoria com uma etapa inicial da inspeção predial.

 

Quem pode fazer?

quem-pode-fazer-a-inspecao-predialA inspeção predial pode ser realizada por aqueles profissionais que compreendem as interações entre os mais diversos aparatos que constituem uma edificação, bem como de que forma eles se comportam através do tempo e da forma de utilização.

Assim, aqueles mais capacitados para realizar a tarefa no seu condomínio são o arquiteto ou o engenheiro civil, que podem ser contratados individualmente ou em uma empresa que possa prestar esse tipo de trabalho.

 

Roteiro para inspeção predial de acordo com a NBR 16747

A inspeção, de acordo com a NBR 16747, de 2020, possui um passo a passo que pode simplificar a tomada de dados para a construção de um bom relatório para o síndico.

Veja:

  1. Realize o levantamento da documentação do condomínio e dos dados da construção dele;
  2. Faça uma análise dos dados das instalações e construções;
  3. Realize o processo de diagnóstico para observar todas as características da edificação;
  4. Conduza as vistorias de cada área de instalação do condomínio e analise também a complexidade da construção;
  5. Classifique, das mais urgentes para as menos urgentes, quais são as irregularidades que foram observadas e constatadas;
  6. Faça a lista de recomendações e ações que são necessárias para a preservação da edificação;
  7. Crie também um relatório em que sejam priorizadas todas as recomendações técnicas necessárias para a reparação do prédio e de suas funções;
  8. Oriente de qual forma deve ser feita a avaliação para o uso do prédio, bem como para a sua manutenção;
  9. Emita o LTIP.

 

Quais elementos e equipamentos são verificados?

Devem ser analisados no momento da inspeção:

Elementos aparentes das estruturas prediais

Devem ser analisadas as estruturas de um prédio tais como vigas, pilares, colunas e demais estruturas de sustentação de um edifício.

Revestimentos internos e externos

A análise dos revestimentos permite a observação de possíveis infiltrações, rachaduras ou outros eventos que possam comprometer a integridade do prédio, tanto aqueles que são internos quanto os que são externos, incluindo a fachada.

Sistemas hidráulicos

Devem ser inspecionados as tubulações de água, gás, caixas de gordura, caixa de água, esgoto sanitário, sistemas de reutilização de água ou de armazenamento.

 

Documentos analisados na vistoria

documentos-analisados-na-vistoria-predialVeja, a seguir, quais são os documentos que devem ser separados para o momento da inspeção:

Documentos administrativos

São os documentos que devem estar guardados pelo síndico ou pela administradora, tais como alvarás, regimento interno, IPTU, vistoria do Corpo de Bombeiros, últimos certificados das inspeções de sistemas de segurança, bem como contas de energia, água e gás.

Documentos técnicos

São aqueles que tratam especificamente das instalações do edifício, tais como projetos estruturais, projeto de execução, instalação dos recursos hídricos, de gás, de ar-condicionado, de equipamentos de segurança, de elevadores e tudo aquilo que diga respeito às inclusões que foram feitas no prédio.

Documentos de certificação de manutenção

São todos os certificados e laudos dos procedimentos de manutenção, substituição ou de inspeção já realizados, que devem ser entregues ao analista tão logo seja feito o contrato de prestação de serviço, a fim de que ele fique a par de todas as intervenções já realizadas no prédio.

Laudo de inspeção predial

O laudo de inspeção entregue ao síndico ao fim da análise feita pelo engenheiro civil ou arquiteto permite a elaboração de um plano de trabalho que determine, através das prioridades lançadas no documento, uma ordenação para que os reparos sejam realizados no prédio.

Embora não haja um tempo para que sejam feitas as obras reparadoras, é essencial observar a legislação de cada Estado ou Município a fim de identificar a periodicidade da exigência de um novo laudo.

Assim, é ideal que as obras reparadoras sejam feitas no intervalo compreendido entre a emissão de um laudo e outro.

 

Problemas que a falta de inspeção pode causar em um condomínio

Um dos problemas mais comuns em relação à falta da inspeção em prédios está relacionado à imprevisibilidade de uma situação que possa comprometer uma estrutura de um edifício.

Quando percebida ainda em seu início, é possível solucioná-la sem comprometer muito o dia a dia do prédio, bem como economizar recursos financeiros importantes para o condomínio.

No entanto, com o problema já instaurado, pode ser necessário realocar recursos mais importantes, resultando, assim, também em insegurança para os moradores.

Portanto, na dúvida, a melhor solução é a prevenção.

Leia também: Entenda a importância da manutenção predial, como e quando ela deverá ser realizada para garantir a segurança de todos os moradores

 

Conclusão

A inspeção predial assegura que as instalações e estruturas de um prédio estão adequadas para que seus moradores e seus funcionários possam permanecer no ambiente em segurança, além de preservar o patrimônio ali criado.

Deve ser feita regularmente, pois também é uma forma de dirimir despesas com obras emergenciais de alto valor, uma vez que pode detectar problemas estruturais ainda em sua fase de instalação e não em progressão.

Para-raio: O que é e Principais Tipos

Você sabe como funciona um para-raio? Compreenda como esse equipamento de segurança funciona e avalie se seu prédio precisa de um!

Todo mundo já deve ter presenciado, pelo menos uma vez na vida, uma tempestade bem no centro de uma cidade.

Foi em meio a uma tempestade dessas no dia 15 de junho de 1752 que o americano Benjamin Franklin resolveu provar algumas de suas suposições científicas e acabou criando para-raio.

Aquela tempestade de raios, para muitos, pode causar grande aflição, mas, quando temos esse equipamento a nosso favor, conseguimos passar com segurança por esses momentos.

Mas você sabe, exatamente, como funciona este equipamento indispensável para a segurança de alguns prédios?

Saiba mais agora sobre os tipos, como fazer a instalação desse, como e quanto cada tipo de para-raio protege, inclusive em quantos metros.

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Como funciona o para-raio?

como-funciona-para-raiosUm para-raio é uma haste de metal conectada em cabos de alumínio ou de cobre, que vão até o chão.

A forma desse equipamento deve ser pontiaguda justamente porque, dessa forma, ela pode oferecer um caminho para a dissipação da corrente elétrica.

Embora se acredite que esses equipamentos atraem a descarga, isso não é necessariamente verdade.

O raio encontra na haste pontuda do equipamento uma forma de ser conduzido para o solo, seu destino final corriqueiro.

Uma vez “atraídos”, os raios são imediatamente puxados para o solo, sem que causem qualquer tipo de dano que comprometa, por exemplo, os aparelhos eletrônicos nas residências.

O para-raio protege quantos metros?

O grau de proteção deste equipamento depende, necessariamente, da altura em que ele está posicionado.

Para fazermos um cálculo de como funciona esse grau de proteção, basta observarmos sempre a altura em que ele está instalado.

Se ele está instalado em uma altura de 60 m, o equipamento oferece uma proteção de 60 m em área de cone, supondo o topo do para-raio como o ponto mais alto da formação geométrica.

Em níveis de proteção, podemos considerar que:

  • Nível I: instalado em até 20m;
  • Nível II: instalado em até 30m;
  • Nível III: instalado em até 45m;
  • Nível IV: instalado em até 60m.

Quanto mais alto for o nível do equipamento, maior será, portanto, a proteção que ele oferece.

Tipos de para-raio

Existem dois tipos de para-raio, conforme podemos ver a seguir.

Para-raios Franklin

São feitos por três hastes de metal pontiagudas, que são ligadas, por meio de cabos de cobre ou de alumínio, ao solo.

Esse é o tipo de equipamento mais comum contra raios e é muito eficiente ao conduzir a descarga elétrica para o solo.

Para-raios de Melsens

Este tipo de equipamento tem a mesma função que o tipo mais comum, mas funciona também como um mecanismo que repulsa as ondas elétricas disparadas pela atmosfera.

A sua ação é similar à de uma gaiola de Faraday, de forma que envolve todas as construções com fios metálicos com hastes metálicas, totalmente aterradas ao chão, neutralizando as descargas de raios.

Problemas que o raio pode causar em seu condomínio

para-raios-para-condominio

Uma descarga elétrica pode ocasionar a queima de equipamentos elétricos ligados à energia no momento da queda do raio.

Isso pode causar um grande prejuízo tanto para os moradores quanto para o próprio condomínio, que pode ter prejuízos com seus equipamentos de segurança, por exemplo.

É por conta disso que é tão importante que cada condomínio conte com seu equipamento de segurança contra raios, seja ele de que modelo for.

Essa instalação contribui com a conservação material dos bens dos moradores e com a própria conservação dos bens do condomínio.

Por que é importante instalar o para-raio

Os raios oferecem riscos para a estrutura de um prédio, para equipamentos elétricos, para animais e para pessoas, quando estiverem em áreas abertas.

Por conta disso e para que possamos contribuir com a preservação dos bens e do bem estar dos moradores do nosso condomínio, é essencial contar com um para-raio.

Este tipo de equipamento, quando instalado de forma correta e devidamente aterrado, pode realmente salvar vidas e prevenir acidentes graves, como incêndios ou comprometimentos estruturais de um prédio.

Regras e normas para instalação

Algumas regras e normas devem ser seguidas para que a instalação deste tipo de equipamento de segurança seja eficaz.

Confira, agora, cada uma delas!

Norma NBR 5419

A NBR 5419 é um documento criado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e trata de quais condições um projeto deve ter para que receba a proteção obrigatória contra descargas atmosféricas.

Tal norma estabelece que todas as estruturas comuns que são utilizadas para fins habitacionais, agrícolas, comerciais e administrativos superiores a 10 metros devem ter fixado em sua estrutura um para-raios.

O que é SPDA e como saber se o meu condomínio precisa

O para-raios também pode receber o nome de Sistema de Proteção para Descargas Atmosféricas (SPDA) e a sua instalação é obrigatória em prédios a partir de 10 metros de altura de natureza comercial ou residencial.

Em escolas, repartições públicas, hospitais e outros congêneres de atividade pública, a estrutura deve ser colocada em qualquer ambiente com área superior a mais de 1,2 mil metros quadrados.

Quem faz a verificação da instalação do SPDA é o Corpo de Bombeiros.

Altura mínima para instalação

A NBR 5419 é o documento que guia a instalação desse equipamento no Brasil.

Segundo o documento, todas as edificações com mais de 10 metros de altura devem ter um equipamento de proteção contra descargas atmosféricas fixado em sua estrutura.

Isto assegura os moradores ou usuários do espaço público contra acidentes causados por descargas atmosféricas, bem como permitiria que os bens resguardados no edifício se mantivessem seguros.

Cuidados para a manutenção de para-raio em prédios antigos

A manutenção do equipamento envolve uma série de cuidados que devem ser observados já no momento de sua instalação:

  • Deve-se monitorar a qualidade e a integridade dos cabos condutores, sobretudo avaliando se não estão quebrados ou oxidados;
  • Tanto as hastes quanto os isoladores devem estar devidamente esticados e, sobretudo, bem fixados à estrutura do prédio;
  • Sempre deve ser observada a integridade da luz piloto do equipamento, que sempre deve permanecer acesa;
  • A caixa d ‘ água do prédio também deve estar aterrada, bem como as antenas de telecomunicação que o prédio possa ter.

Melhor época do ano para realizar manutenção

No Brasil, a maior incidência de chuvas se concentra na primavera e no verão, chegando a 90%.

Portanto, nos meses em que há maior incidência de chuva, devemos ficar bem longe da manutenção desses equipamentos, sobretudo porque nestas ocasiões a chuva pode se formar de maneira repentina.

Leia também: Entenda o que é manutenção predial e como ela pode garantir a segurança dos moradores do seu condomínio

Conclusão

Conforme vimos, o Brasil é um dos maiores campeões em formação de raios e, por conta disso, contar com um equipamento de proteção contra descargas atmosféricas é essencial.

Existem dois tipos de para-raios e ambos são muito seguros para moradores e usuários de ambientes públicos.

A adoção do equipamento, segundo a norma técnica que predispõe sobre sua instalação e a manutenção, é obrigatória em edifícios com mais de 10m de altura.

Verificar se o seu prédio precisa contar com um para-raios ou se a manutenção dele é feita de maneira adequada é essencial para a segurança de todos os moradores, animais e, também, para os seus bens eletrônicos.

Atestado para piscina: 5 principais dúvidas e Modelo para Uso

Pode até ser polêmico, mas o atestado para piscina de condomínio é uma exigência que visa assegurar a saúde de todos aqueles que irão utilizar a dependência.

Embora possa ser controverso e ainda não haja um entendimento legal sobre o tema e sua obrigatoriedade, exigir um atestado para piscina de condomínio está entre as regras mais comuns de empreendimentos que disponham dessa benfeitoria.

Enquanto síndico é seu dever zelar pela saúde de todos e, sobretudo, pelas boas normas de convívio dos moradores do seu condomínio. Assim, em virtude dessa demanda primordial do trabalho do síndico, devemos buscar uma alternativa para que, sem qualquer tipo de constrangimento, o morador possa ser considerado apto para frequentar a piscina do condomínio.

Vale lembrar que o atestado médico não visa constranger ninguém, tampouco proibir que o morador desfrute do que adquiriu juntamente do seu apartamento ou unidade.01

O atestado médico para piscina visa, apenas, proteger a saúde de todos, de forma conjunta. Assim, hoje, vamos te ajudar a compreender melhor tudo sobre como conseguir atestado médico para piscina, onde fazer exame para entrar na piscina e ainda te dar um modelo de atestado para compartilhar com seus moradores!

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O atestado para piscina de condomínio é obrigatório?

Embora não haja em nenhuma lei previsão que torne obrigatória a apresentação de atestado médico para a utilização da piscina do condomínio, é importante ressaltar que cada condomínio possui um regimento interno e também uma convenção condominial.

Se houver em qualquer um dos documentos a obrigatoriedade de apresentação de atestado médico para que o morador e o seu visitante frequentem a piscina, assim, ele se torna obrigatório.

Caso em seu condomínio ainda não haja tal obrigatoriedade prevista em regimento interno ou em convenção, vale o esforço de, em assembleia, votar a pauta.

Benefícios do atestado para piscina

Um dos maiores benefícios ao se exigir este tipo de documento é, sem dúvida, promover maior segurança para os frequentadores da piscina do seu condomínio.

Além de todas as doenças que podem ser contraídas em uma piscina há também a própria avaliação do médico, que irá liberar ou não o seu paciente para a utilização deste ambiente.

Isso previne o condomínio de eventuais complicações relacionadas à saúde e à segurança das suas instalações, além de promover, também, um contrato de confiança entre aquelas pessoas que utilizam a piscina.

5 principais dúvidas sobre o atestado para piscina

Algumas dúvidas podem ser suscitadas quando você propuser – caso ainda não seja obrigatória – a apresentação de atestado médico para piscina, na próxima assembleia do seu condomínio.

Estar apto para respondê-las pode contribuir para que seus condôminos entendam a importância de se buscar atendimento médico anterior à utilização dos meios aquáticos do condomínio, sobretudo para a segurança do próprio usuário.

Veja, a seguir, quais são as dúvidas mais comuns quando este assunto entra em pauta nos condomínios.

O atestado tem validade?

Pode ser difícil conferir validade a um documento expedido por alguém que faz uma avaliação de saúde que se limita a observar o paciente naquele exato momento da consulta.

Isso se deve, sobretudo, ao fato de que sintomas ou doenças surgem a qualquer momento de nossa vida e que, nem sempre, buscamos um médico apenas quando estamos nos sentindo mal ou notamos que algo não vai bem em nosso corpo.

Diante disto, determinar uma validade para o atestado médico é essencial, uma vez que o corpo muda o tempo todo e buscar respaldo na opinião de um especialista, de quando em quando, pode determinar se o paciente desfruta mesmo de boa saúde.

A princípio, alguns condomínios exigem a apresentação anual de um atestado médico que comprove a boa saúde de seus moradores, mas este prazo pode variar conforme cada caso e, portanto, ser ainda definido pela assembleia de condomínio.

Quem tem frieira pode entrar na piscina?

A frieira nada mais é do que uma micose, que é uma lesão na pele ou nas unhas causadas por fungos. Quem tem uma infecção por fungos não deve frequentar piscinas, pois, no meio aquoso, essa infestação pode rapidamente alcançar outros moradores.

Assim, o ideal para pessoas que apresentarem este tipo de problema de saúde é tratá-lo adequadamente junto com o seu médico de confiança para depois solicitar um documento que as libere para a piscina.

Como o exame é realizado?

O exame é bastante simples e envolve, basicamente, a análise da situação da pele do paciente, bem como das unhas. Eventualmente, condições de saúde gerais também são analisadas pelo médico, tais como:

  • Aferição da pressão arterial;
  • Ausculta do coração e dos pulmões;
  • Verificação de doenças prévias.

Com base nos resultados de todos esses levantamentos de saúde é possível determinar se o morador está apto a frequentar a piscina do condomínio, sem prejuízos para sua própria saúde e sem prejuízos para a saúde dos seus vizinhos.

Onde fazer este tipo de exame?

Somente um médico com CRM pode fornecer qualquer tipo de atestado de saúde. Assim, você pode buscar ajuda de um médico de saúde da família, de um clínico geral e até mesmo de um dermatologista.

Desde que ele ofereça todos os documentos necessários e que ateste sua saúde, certamente o atestado de saúde fornecido por ele será aceito pelo condomínio.

Como passar a exigir um atestado de saúde?

É importante que a convenção e o regimento interno do condomínio seja previamente alterado a fim de tornar o cumprimento da exigência obrigatório. Feito isto, determine uma data para que todos os interessados tenham tempo hábil para fornecer seus atestados de saúde.

Faça com que a informação esteja presente em lugares visíveis a todos, como murais e elevadores e cobre de cada morador a apresentação do atestado. Se possível for, fale com um médico de sua confiança para verificar a possibilidade de um dia de atendimento para o seu condomínio.

Assim todos se sentem mais confortáveis para buscar essa ajuda, sem maiores complicações ou problemas.

Modelo de atestado para piscina

Abaixo, segue um modelo para que você possa fornecer para seus condôminos:

ATESTADO MÉDICO

Atesto para os devidos fins que – NOME DO PACIENTE -, portador do documento de identificação – NÚMERO DO RG – está apto para frequentar meios aquáticos públicos.

NOME DO PACIENTE não apresentou qualquer alteração nos seus exames clínicos que contraindiquem a prática esportiva ou o lazer em meio aquático.

Cidade, dia, mês, ano.

Assinatura e carimbo.

Leia também: Saiba como realizar uma desinfecção completa de ambientes para tornar o seu condomínio bem mais protegido contra o Coronavírus

 

Barulho de vizinhos: como agir conforme a lei

O barulho de vizinhos é um dos maiores problemas enfrentados por um condomínio e agir de acordo com o texto da lei é essencial para enfrentá-lo

Basta que o ponteiro do relógio bata 22h no começo do fim de semana para que síndicos do país todo comecem a se preparar para as reclamações por conta de barulho.

No entanto, por que, apesar de existir uma lei de divulgação bastante ampla, ainda temos tantos problemas com o barulho de vizinhos? Por que precisamos, em muitos casos, até mesmo escrever carta para vizinho barulhento?

Saiba agora o que fazer quando o barulho de vizinhos começa a passar do limite, sobretudo à noite, em hora de silêncio!

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Tenho vizinhos barulhentos: como devo proceder?

Antes de qualquer coisa, é necessário consultar e conhecer o regimento interno do seu condomínioLá, todas as normas necessárias para um bom convívio são colocadas, à consulta de todos.

Um bom regimento determina o horário de silêncio, bem como o horário em que obras e mudanças podem ocorrer. Assim, observando o regimento, é possível conhecermos os aspectos que podem determinar ou não o que é barulho de vizinhos de fato e até mesmo como lidar com vizinhos provocadores.

Identificado o problema, é recomendável que você busque falar com seu vizinho. De forma amistosa, é possível chegar em um acordo a respeito do barulho de vizinhos, bem como compreender o porquê que ele acontece.

Em caso de reincidência, no entanto, é importante conversar diretamente com o zelador ou com o síndico. São essas as pessoas que poderão te ajudar a encontrar uma solução mais viável para lidar com o problema e, sobretudo, de acordo com o regimento e a convenção do condomínio.

Como funciona a Lei do Silêncio

A Lei do Silêncio é instituída por cada município, de forma distinta. Isso acontece por causa das características de cada cidade, que são determinantes para o ordenamento legal.

Assim, ainda que haja, em um contexto nacional, o Código Civil Brasileiro, sua orientação aponta para o direito ao silêncio, sem recomendar o horário em que ele deve ser respeitado.

Em âmbito nacional, no entanto, há, na Lei Federal das Contravenções Penais, uma menção importante às penas que podem ser aplicadas a quem desrespeita o silêncio.

Perturbar alguém o trabalho ou o sossego alheios:

I – com gritaria ou algazarra;

II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;

III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;

IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda:

Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Art. 42, Lei Federal das Contravenções Penais

O que diz o Código Civil para barulho de vizinhos

O regimento interno de qualquer condomínio deve estar de acordo com todo o aspecto legal que trata cada tema. Em relação à Lei do Silêncio, especificamente, o Código Civil de 2002 determina que:

O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha.

Parágrafo único. Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança.

Art. 1.277, Código Civil Brasileiro

No Código Civil observa-se que há uma determinação a respeito das zonas e seus limites. Embora não haja menção aos horários em que o barulho é permitido e aos horários em que não é, é importante salientar que há, sim, uma medida para salvaguardar quem sofre com o vizinho barulhento.

As zonas, por sua vez, são classificadas da seguinte forma:

  • Zonas hospitalares;
  • Zonas residenciais urbanas;
  • Centro da capital;
  • Zona predominantemente industrial.

Cada zona terá um limite estabelecido para o barulho, medido em decibéis. A zona hospitalar tem um limite de 50 decibéis durante o dia e de 45 à noite. Já as zonas residenciais urbanas têm um limite de 55 decibéis durante o dia e de 50 à noite.

O centro da capital, por sua vez, tende a ser naturalmente mais barulhento. Por isso, seu limite diurno é de 65 decibéis, enquanto à noite cai para 55 decibéis.

Ao fim, zonas industriais têm o limite de 70 decibéis durante o dia e de 60 decibéis à noite. Com isso, sempre que o barulho extrapolar o limite de decibéis, ainda que não importe a hora, podemos acionar os dispositivos legais.

Quando o síndico deve intervir contra o barulho de vizinhos

vizinhos barulhentos lei do silêncioSempre que identificado o barulho de vizinhos, é importante que o síndico atue. Seja através de uma conversa, de uma advertência ou até mesmo aplicação de multa, é essencial que se possa intervir, a fim de proporcionar mais bem estar aos vizinhos.

Quando deixamos de fazê-lo, podemos criar uma celeuma entre os moradores, interferindo negativamente na harmonia do condomínio. Assim, basta a primeira reclamação, seja durante o dia ou não, para que o vizinho seja então comunicado do incômodo que está causando.

O vizinho pode receber notificação pelo barulho de cachorro?

É importante frisar que qualquer barulho intermitente e recorrente, em qualquer horário do dia, pode ser passível de sanção quando praticado. Ainda que você tenha direito de ter animais em sua casa, é importante frisar que o barulho que causam pode sim se tornar inconveniente para vizinhos.

Portanto, o barulho de um cachorro pode sim se tornar passível de multa. Mas é importante deixar claro que a multa pode até ser aplicada, mas o condômino tem direito de recorrer a ela, questionando-a e até mesmo levando o assunto em assembleia a fim de retificá-la.

A ampla defesa é uma garantia que não deve ser desrespeitada, em qualquer que seja a situação.

A Lei do Silêncio é válida na quarentena?

Sim! Em uma época como essa é muito importante que o respeito com o próximo seja a base das nossas relaçõesLeis não foram suspensas, tampouco revogadas e enquanto tantos lidam com o luto por conta de seus entes queridos, é muito importante mantermos o bom senso em nossas casas.

Portanto, use e abuse dos seus momentos de descanso, mas evite a qualquer custo barulhos altos ou que se prolonguem pela noite. E, caso você se sinta incomodado por algum barulho de vizinhos, não deixe de buscar ajuda do seu zelador ou síndico.

Leia nosso guia prático para síndicos sobre Regras de Condomínio

Conclusão

Para além das leis e normas de convívio social, manter os barulhos que criamos no dia a dia sob controle é uma questão de bom senso e de respeito. Enquanto morador, é imprescindível prezar pelas boas relações com seus vizinhos.

Já enquanto síndico, é muito importante manter o ordenamento em seu condomínio. Seja através da conversa, seja através da multa – em último caso -, é muito importante que possamos preservar o silêncio tanto quanto for possível.

Isso torna nossa convivência muito mais positiva, além de, também, melhorar a nossa qualidade de vida!

Manutenção de elevadores: saiba como garantir a segurança

Fazer a manutenção de elevadores de forma regular é uma garantia de segurança para o seu condomínio e seus moradores.

A manutenção de elevadores é um assunto sério e fazê-la corretamente garante mais segurança para os condôminos e seu prédio.

Conhecer todos os critérios e etapas da manutenção de elevadores torna mais segura a escolha pela empresa que irá realizar o serviço em seu condomínio.

Hoje você conhecerá tudo sobre a manutenção de elevadores e estará pronto para fazer uma melhor escolha na hora de contratar a empresa de reparos e vistoria!

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